A grande tendência do momento é este termo “computação nas nuvens” ou
“cloud computing” (em inglês). Mas do
que se trata essa tecnologia?
Até poucos anos atrás, a computação em nuvens
(do inglês “cloud computing”) era
tida como uma tendência. A aposta era a de que ninguém mais precisaria instalar
programas em seu computador, pois tudo seria feito através da internet, como
por exemplo, fazer planilhas ou até a edição de imagens e vídeos.
Quando falamos em computação nas nuvens,
estamos falando na possibilidade de acessar arquivos e executar várias tarefas
através da internet. Ao invés de instalar aplicativos em seu computador, você
pode acessar diversos serviços online para realizar o que precisa, já que os
dados não se encontram eu um especifico computador, mas sim, em uma rede. Por
isso, uma vez salvo o trabalho, você poderá acessá-lo de qualquer lugar. É
justamente por isso que o computador estará nas nuvens, pois você poderá ter
acesso aos arquivos e aplicativos em qualquer maquina que tenha acesso a
internet.
Nestes ambientes existem basicamente três
tipos de aplicações a serem disponibilizadas: SaaS, PaaS e IaaS.
Na aplicação SaaS, o provedor cuida de todos
os aspectos relacionados à disponibilidade, manutenção e adição de novas
funcionalidades.
Na aplicação PaaS, o provedor oferta uma plataforma
que será utilizada pela aplicação do usuários final. Como um sistema de backup.
E por fim, na aplicação IaaS, o provedor oferece um ambiente
virtualizado e gerenciável pelo usuário.
Pode-se
observar que em qualquer modelo esta nova plataforma computacional visa a
racionalização da utilização dos recursos computacionais por uma organização ou
um conjunto de organizações.
Quando você acessa os seus arquivos, um
servidor externo processa e executa o aplicativo desejado, desde um editor de
textos, até um jogo. Como o servidor executa tudo, você só precisa do monitor e
dos periféricos para interagir com seu trabalho.
No Brasil, a tecnologia de computação em nuvem
é muito recente, mas está se tornando madura muito rapidamente. Empresas de
médio, pequeno e grande porte estão adotando a tecnologia gradativamente. O
serviço começou a ser oferecido comercialmente em 2008 e em 2012 está ocorrendo
uma grande adoção.
A computação em nuvens pode ser tratada como
um sistema composto por duas partes: o provedor da solução e o utilizador, que
pode ser uma pessoa. Isso pode ser entendido como um esquema de “nuvem
pública”. Quando se diz referente ao segmento corporativo, conhecemos por
“nuvem privada”.
Do ponto de vista do usuário, a nuvem privada
(private cloud) oferece praticamente
os mesmos serviços da nuvem pública. No entanto, a diferença está nos
“bastidores”, pois os equipamentos e sistemas utilizados para constituir a
nuvem estão dentro da infraestrutura da própria corporação. A empresa faz uso
de uma nuvem particular, construída e mantida dentro de seus domínios.
A necessidade de segurança e privacidade é um
dos motivos que levam uma organização a adotar uma nuvem privada. Esse serviço
também permite a “moldagem” com precisão nas necessidades da companhia,
especialmente em relação as empresas de grande porte.
Quanto aos custos com equipamentos para uma
nuvem privada, podem ser elevados no inicio. Porém os benefícios obtidos a
médio e longo prazo, como ampla disponibilidade, agilidade de processos e os
aspectos de segurança compensarão os gastos.
Embora a nuvem privada seja muito utilizada, a
nuvem pública ainda é a mais comum.
Dentre as vantagens do serviço está a não
necessidade de ter uma máquina potente para realizar as tarefas, uma vez que
tudo será executado em servidores remotos.
Outro benefício, é a possibilidade de acesso
às informações à partir de qualquer computador que possua acesso a internet.
Mas, além das vantagens, também existem as
desvantagens. Um exemplo disso é a desconfiança gerada nas pessoas quanto à
segurança de seus dados e arquivos armazenados na nuvem, afinal, nem todos se
sentem confortáveis com o fato de seus arquivos estarem em um ambiente virtual.
Devemos lembrar também que, como é preciso
acessar servidores externos e que ficam muito distantes, é preciso ter uma
conexão rápida e estável com a internet, principalmente quando se tratar de
jogos e streaming (tecnologia que permite o envio de informação multimídia
através de pacotes).
E uma das principais desvantagens é
possibilidade dos servidores saírem do ar, atrapalhando seus serviços, uma vez
que é necessária conexão à internet para acessar algum arquivo ou e-mail.
Alguns serviços oferecem tecnologias offline, como o Google Gear, mas nem
todos os sistemas possuem esses mesmos recursos.
A computação em nuvens está cada vez mais
fazendo parte do nosso dia a dia. Fica apenas a expectativa quanto a sua
evolução. Espera-se que, por exemplo, um dia possamos rodar todo um sistema
operacional nas nuvens.
Nenhum comentário:
Postar um comentário