quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COMPUTAÇÃO EM NUVENS

A grande tendência do momento é este termo “computação nas nuvens” ou “cloud computing” (em inglês). Mas do que se trata essa tecnologia?

Até poucos anos atrás, a computação em nuvens (do inglês “cloud computing”) era tida como uma tendência. A aposta era a de que ninguém mais precisaria instalar programas em seu computador, pois tudo seria feito através da internet, como por exemplo, fazer planilhas ou até a edição de imagens e vídeos.
Quando falamos em computação nas nuvens, estamos falando na possibilidade de acessar arquivos e executar várias tarefas através da internet. Ao invés de instalar aplicativos em seu computador, você pode acessar diversos serviços online para realizar o que precisa, já que os dados não se encontram eu um especifico computador, mas sim, em uma rede. Por isso, uma vez salvo o trabalho, você poderá acessá-lo de qualquer lugar. É justamente por isso que o computador estará nas nuvens, pois você poderá ter acesso aos arquivos e aplicativos em qualquer maquina que tenha acesso a internet.
Nestes ambientes existem basicamente três tipos de aplicações a serem disponibilizadas: SaaS, PaaS e IaaS.
Na aplicação SaaS, o provedor cuida de todos os aspectos relacionados à disponibilidade, manutenção e adição de novas funcionalidades.
Na aplicação PaaS, o provedor oferta uma plataforma que será utilizada pela aplicação do usuários final. Como um sistema de backup.
E por fim, na aplicação IaaS, o provedor oferece um ambiente virtualizado e gerenciável pelo usuário.
Pode-se observar que em qualquer modelo esta nova plataforma computacional visa a racionalização da utilização dos recursos computacionais por uma organização ou um conjunto de organizações.
Quando você acessa os seus arquivos, um servidor externo processa e executa o aplicativo desejado, desde um editor de textos, até um jogo. Como o servidor executa tudo, você só precisa do monitor e dos periféricos para interagir com seu trabalho.
No Brasil, a tecnologia de computação em nuvem é muito recente, mas está se tornando madura muito rapidamente. Empresas de médio, pequeno e grande porte estão adotando a tecnologia gradativamente. O serviço começou a ser oferecido comercialmente em 2008 e em 2012 está ocorrendo uma grande adoção.
A computação em nuvens pode ser tratada como um sistema composto por duas partes: o provedor da solução e o utilizador, que pode ser uma pessoa. Isso pode ser entendido como um esquema de “nuvem pública”. Quando se diz referente ao segmento corporativo, conhecemos por “nuvem privada”.
Do ponto de vista do usuário, a nuvem privada (private cloud) oferece praticamente os mesmos serviços da nuvem pública. No entanto, a diferença está nos “bastidores”, pois os equipamentos e sistemas utilizados para constituir a nuvem estão dentro da infraestrutura da própria corporação. A empresa faz uso de uma nuvem particular, construída e mantida dentro de seus domínios.
A necessidade de segurança e privacidade é um dos motivos que levam uma organização a adotar uma nuvem privada. Esse serviço também permite a “moldagem” com precisão nas necessidades da companhia, especialmente em relação as empresas de grande porte.
Quanto aos custos com equipamentos para uma nuvem privada, podem ser elevados no inicio. Porém os benefícios obtidos a médio e longo prazo, como ampla disponibilidade, agilidade de processos e os aspectos de segurança compensarão os gastos.
Embora a nuvem privada seja muito utilizada, a nuvem pública ainda é a mais comum.
Dentre as vantagens do serviço está a não necessidade de ter uma máquina potente para realizar as tarefas, uma vez que tudo será executado em servidores remotos.
Outro benefício, é a possibilidade de acesso às informações à partir de qualquer computador que possua acesso a internet.
Mas, além das vantagens, também existem as desvantagens. Um exemplo disso é a desconfiança gerada nas pessoas quanto à segurança de seus dados e arquivos armazenados na nuvem, afinal, nem todos se sentem confortáveis com o fato de seus arquivos estarem em um ambiente virtual.
Devemos lembrar também que, como é preciso acessar servidores externos e que ficam muito distantes, é preciso ter uma conexão rápida e estável com a internet, principalmente quando se tratar de jogos e streaming (tecnologia que permite o envio de informação multimídia através de pacotes).
E uma das principais desvantagens é possibilidade dos servidores saírem do ar, atrapalhando seus serviços, uma vez que é necessária conexão à internet para acessar algum arquivo ou e-mail.
Alguns serviços oferecem tecnologias offline, como o Google Gear, mas nem todos os sistemas possuem esses mesmos recursos.
A computação em nuvens está cada vez mais fazendo parte do nosso dia a dia. Fica apenas a expectativa quanto a sua evolução. Espera-se que, por exemplo, um dia possamos rodar todo um sistema operacional nas nuvens.

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